quarta-feira, 11 de dezembro de 2013


O mais difícil é disfarçar o sofrimento.



sexta-feira, 6 de dezembro de 2013

Não Sei



Que gosto tem a lágrima?


domingo, 1 de dezembro de 2013

Una Ciudad Hermana

                          
                                           Ponte sobre o rio Parana - Rosario/Vitoria


Al final del siglo XX conocí una ciudad que me encantó. Hablo de Rosario, ubicada en la llamada pampa húmeda y bañada por el río Paraná.


En Rosario hay muchos cafes y panaderías. La harina argentina es uma especialidad reconocida por todos. Tomar um cafe degustando un pan o simplemente una galletita el algo muy precioso y distinto.
La última vez que estuve en Rosario conocí también la ciudad de Victoria. Ahora fue construida un puente enorme sobre el río Paraná, y Victoria se quedó muy cerca de Rosario. Comemos un pescado inolvidable y volvimos alimentados de cuerpo y alma.
Rosario fue declarada ciudad hermana de Porto Alegre. Me siento hijo de los dos, aunque haya nacido lejos de Porto alegre y mucho más de Rosario, pero camino libremente por las calles de allá y acá con el pensamiento sin fronteras.

                                 Bruno Brum Paiva

sábado, 2 de novembro de 2013

F I N A D O S














Estou no meio de indefinições
definidas
de culto aos mortos
falando
adorando
orando
ou florescendo túmulos.
A eternidade e o silêncio
são interrogações
e o culto assiste,
passivo,
as mutações da natureza.

Bruno Brum Paiva

sexta-feira, 1 de novembro de 2013

Sineta Opaca



   Hoje inicia a 59ª Feira do Livro de Porto Alegre.
   Silenciosa.
   Faltará sempre a sineta do Xerife La Porta.
   Bênção!


             Bruno Brum Paiva

segunda-feira, 7 de outubro de 2013

Abertas Gavetas

    
    No Brasil  inteiro, eleições - apogeu do exercício democrático através do sufrágio universal. Para o vivente em questão que por ora remete essas linhas, uma data histórica: hoje faz vinte e um anos que tive minha primeira publicação impressa. Mesmo de forma coletiva, em meio àquela salada de frutas de novos escritores, lá estavam seis páginas em que reinava absoluto com embrionários poemas. Talvez hoje não escreveria dessa forma, mas com certeza não reescreveria e tampouco renegaria esse registro  que os sentidos e sentimentos da vida por ali deixaram marcados.


    NOITE

Noite
Negro lençol que interroga o amanhã
teus filhos saem aos bares,
em ti,
pelas ruas e campos.
Noite
tens os mistérios guardados,
defuntos atentos,
o tempero da brisa
e seus aliados.
Romântica
vitoriosa ou derrotada
a natureza humana busca na noite
o todo
o momento reflexivo
ativo ou passivo.
Noite
tens o aroma de liberdade
traduzido no estrelar,
oculto no nublado
ou satisfeito na existência.

                             Bruno Brum Paiva

quinta-feira, 3 de outubro de 2013

Terra à Vista


 
  Iemanjá levou nosso Caesalpinia echinata para a beira do rio, enquanto pescadores conduziam a imagem pelas águas do Guaíba paralelamente à multidão que transitava com vagar e fé pela Castelo Branco até a Igreja de Navegantes. Dois de Fevereiro era festa da padroeira de Porto Alegre, momento singular onde múltiplas forças se convergem num ato de muita densidade humana.

  Dia especial para nosso Caesalpinia mudar de casa. Após ser ruminado pela burocracia e até rejeitado pelo Jardim Botânico e pela SEMA, sob o dogma arboreofóbico de que planta não guasca não habita fecundas praças de nossos pampeanos matagais, o pau-brasil já quase árvore que no Mosteiro reinava soberbo, finalmente encontra uma terra na beira do rio em dia de Iemanjá.

    Aceito com carinho e regado em sua chegada, Caesalpinia já foi apresentado aos ipês, tipuanas, maricás, jacarandás, quero-queros e pica-paus seus vizinhos. Poderá estufar o peito ramificado, ampliar a gema apical e encravar suas raízes até que a idade adulta o permita chegar aos vinte metros. Entroncar-se, florescer e oferecer a sombra fresca que tempera as conversas mateadas. É muito bom saber que há exatos oito meses Iemanjá levou o pau-brasil para a beira do rio, no Beira-Rio.



                                    Bruno Brum Paiva