quinta-feira, 15 de agosto de 2013

Projeto Catingueira - a consumação


    A faísca do projeto está no Auto da Catingueira  e todo universo sinfônico e poético produzido por Elomar justamente no seu ambiente mater: o sertão dos mandacarus, das cabras, dos famosos bodes, dos caboclos, malungos, vaqueiros, violas, cravos renascentistas, os cavaleiros e suas medievais donzelas. De onde veio tudo isso, onde o Menestrel sorveu a ideia transformada em imagens, palavras, música, ópera? Quando vi essa reportagem, não tive dúvida: vou conhecer a fonte. E fomos.  

   Fechamos aqui o ciclo de imagens dessa curta, densa e colorida viagem que começou em Ouro Preto, passou por Belo Horizonte e culminou em Vitória da Conquista, uma verdadeira conquista na trajetória de Nosotros. Projeto Catingueira consumado, vamos ao próximo passo.

    Em respeito ao pedido do próprio Elomar não tiramos nenhuma chapa, assim chamadas as fotos pessoais. Segundo ele, papel a traça come; imagem, no coração fica. 


                                                        Bruno Brum Paiva

























segunda-feira, 12 de agosto de 2013

Projeto Catingueira - parte 2



   Belo Horizonte, merecedora Capital de um grande Estado. Um extenso dia entre a Praça Liberdade, Pampulha, Mercado Central e seu universo aromático, Mineirão, Mineirinho e maneiras comidas mineiras. Mas o que realmente impressionou foi o Memorial Minas Gerais Vale, uma gigantesca mostra distribuída num imponente prédio de três andares. Do rupestre ao ontem, do pictórico à música contemporânea enraizada numa dinâmica que constantemente é reciclada. Para conhecer, para voltar.
                                                                                                        























                                                  Bruno Brum Paiva

sábado, 10 de agosto de 2013

Projeto Catingueira - parte 1


    O Projeto Catingueira nasceu por acaso, no repente. Estávamos em busca de um local diferente para essas férias, de preferência uma fuga do frio. E por isso declinamos do Uruguai. A partir de uma simples consulta sobre a possibilidade de algum evento na Casa dos Carneiros, em Vitória da Conquista, reconfiguramos tudo e giramos a seta para o Sudeste. Ouro Preto estava na rota há muito tempo, e a exploração pelo interior de Minas só não foi maior porque a cereja do bolo estava mais ao norte, mais especificamente no sertão da Bahia. Mas enquanto o dia não chegava, saboreamos com vagar passo a passo daquelas infinitas ladeiras da Vila Rica. Igrejas, Museu da Inconfidência, inconfidentes ilustres, Museu do Oratório, Casa do Conto, obras do Aleijadinho por toda parte, Teatro Municipal - inaugurado em 1770. Ouro, muito vestígio da era que nomeou o ciclo. Literatura, História, estórias. Ouro Preto é magnífico.


                                                          Bruno Brum Paiva