domingo, 21 de abril de 2013
sábado, 13 de abril de 2013
Traslados
Marujo de ferro
Marujo de alma
Marujo de lata
Marujo de pedra
Marujo parceiro
Marujo simbólico
Marujo guerreiro
Marujo eufórico
Marujo primeiro.
Marujo Marujo Marujo
Nosotros corações
Agradecidos
Marejados se despedem.
Bruno Brum Paiva
Marujo de alma
Marujo de lata
Marujo de pedra
Marujo parceiro
Marujo simbólico
Marujo guerreiro
Marujo eufórico
Marujo primeiro.
Marujo Marujo Marujo
Nosotros corações
Agradecidos
Marejados se despedem.
Bruno Brum Paiva
quarta-feira, 13 de março de 2013
Jethro + Rio + Ciclo dos 25
O passar do tempo faz estrada, e a poeira da estrada à pele demarca.
Não imaginava que os fatos se repetiriam, vinte e cinco anos depois, na mesma sequência. Em 1988 estive no Rio de Janeiro pela primeira vez, desfrutando aquela vasta beleza e ao mesmo tempo ansioso pelo retorno a Porto Alegre, pois na outra semana celebraria também pela primeira vez um encontro via concerto com o Jethro Tull. A mútua embriaguês foi diluída n'alma em forma cristalina que somente o prazer sonoro faz vibrar em nossos sentidos.
Coincidir minhas férias ao aniversário já virou uma tradição, como tradição é viajar nas férias. E essa teve um gosto especial, que foi debutar meus pais no mundo da estrada que empoeira para lubrificar a alma. Escolhemos a Cidade Maravilhosa, que não tem erro. O acerto foi integral nos mais variados âmbitos, desde o clima ao hotel e dos traslados à culinária. Impecável. Irretocável. E por melhor que fosse a viagem - e foi - havia uma curiosidade pelo retorno à Cidade Sorriso, pois estava marcado um novo encontro com a mágica flauta do Ian Anderson na semana seguinte, tal qual há vinte e cinco anos.
Conforme dita a canção, o Rio de Janeiro continua lindo e em qualquer tempo. Lá e aqui saudades ficaram, como saudosos estamos pelo retorno do Jethro a Porto Alegre mesmo sem vínculo com outra passagem pelo Rio. Assim como as viagens constroem nossa identidade, um espetáculo dessa envergadura nos deixa mais sensíveis à arte expressa através da música. E Jethro Tull é MÚSICA.
http://www.youtube.com/watch?v=QE8YLPHZImw&list=PL1C77BF85608FD8F6
http://www.youtube.com/watch?v=itwbs-AQrjI&list=PL1C77BF85608FD8F6
http://www.youtube.com/watch?v=QE8YLPHZImw&list=PL1C77BF85608FD8F6
http://www.youtube.com/watch?v=itwbs-AQrjI&list=PL1C77BF85608FD8F6
Bruno Brum Paiva
Marcadores:
Jethro Tull em Porto Alegre. Rio. Rumores.
quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013
Vintenária
Vinte anos depois de tocar aquelas pedras à beira d'água, novamente o susto ao ver a imensidão vertical contrastando um horizonte povoado de gaivotas, areia e pínus. Continua solitariamente nobre e defensor do rumo, como outrora fora descrito. Dessa vez a trajetória foi mais amena em seus acessos. Estrada boa, patrolada, cheia de placas e indicações. Região pouco povoada. Rodamos 26 km sem encontrar viva alma. Seguimos o faro da intuição do rumo, o que raramente nos engana. Quando avistamos a Lagoa dos Patos desconfiamos de que não estava longe, e mesmo a chuva fina e o vento forte não impediram de enxergá-lo majestoso qual o vivente que lhe deu batismo: Cristóvão Pereira.
O Farol demarca terreno, baliza navegações, referencia pescadores e aproxima os caminhantes.
Miramos ao longe, respeitando as condições de trânsito pela praia, já sabedores que uma parada por conta da areia fofa significaria uma pausa sem previsão de término. Servimo-nos do silêncio com a total apropriação dos solitários, refletindo longa e profundamente acerca de uma construção centenária no meio do deserto e que está mergulhada na História de uma região que foi berço e que hoje é parada obrigatória para quem transita entre os dois mares que azulam a ponta do mapa-brasílis. Rincão dos tropeiros que fundaram Rio Grande e muito colaboraram na formação de Viamão, Santo Antônio e Laguna.
Os feitos de Cristóvão Pereira espicham um raio entre São Paulo e Uruguai. Voltar ao Farol, vinte anos depois, realimenta emoções que a latência do tempo adormecia empoeirada. O sopro é como o de um braseiro: aviva.
Bruno Brum Paiva
domingo, 17 de fevereiro de 2013
A devassa do Pínus
Dia desses estava a perambular pelas estradas do Rio Grande. No contraponto às magníficas paisagens que a Lagoa dos Patos propicia, entre becos e plantações de arroz e cebola que o Marujo teimosamente atravessava, surge o cenário da devassidão da terra pós-pínus.
Entre o mar e a Lagoa, desde Palmares do Sul até São José do Norte, o pínus é uma praga. Enquanto convém aos gigolôs da madeira, as plantações apresentam-se domesticadas em alinhamentos que se perdem no infinito olhar que não encontra outro ser em flora diferente do pínus. Depois de extraído o ''caldo" e cortada a árvore, a multiplicação é desordenada - é como se fosse pulverizado. E outra planta não nasce.
Abaixo, algumas imagens do que restou de uma propriedade no Rincão do Cristóvão Pereira, em Mostardas. Em troca de alguns vinténs, vale a pena receber de volta a terra nesse estado?
Marcadores:
Mostardas. Rincão do Cristóvão Pereira. Pínus.
sábado, 2 de fevereiro de 2013
Casa Nova
Iemanjá levou nosso Caesalpinia echinata para a beira do rio enquanto pescadores conduziam a imagem pelas águas do Guaíba paralelamente à multidão que transitava com vagar e fé pela Castelo Branco até a Igreja de Navegantes. Sábado era festa da padroeira de Porto Alegre, momento singular onde múltiplas forças se convergem num ato de muita densidade humana.
Dia especial para nosso Caesalpinia mudar de casa. Após ser ruminado pela burocracia e até rejeitado pelo Jardim Botânico e pela SEMA, sob o dogma arboreofóbico de que planta não guasca não habita fecundas praças de nossos pampeanos matagais, o pau-brasil já quase árvore que no Mosteiro reinava soberbo, finalmente encontra uma terra na beira do rio em dia de Iemanjá.
Aceito com carinho e regado em sua chegada, Caesalpinia já foi apresentado aos ipês, tipuanas, maricás, jacarandás, quero-queros e pica-paus seus vizinhos. Poderá estufar o peito ramificado, ampliar a gema apical e encravar suas raízes até que a idade adulta o permita chegar aos vinte metros. Entroncar-se, florescer e oferecer a sombra fresca que tempera as conversas mateadas. É muito bom saber que Iemanjá levou o pau-brasil para a beira do rio, no Beira-Rio.
Bruno Brum Paiva
sexta-feira, 4 de janeiro de 2013
Costa Doce
Contornar a Lagoa dos Patos é uma experiência mais do que aconselhável. Corujas, figueiras, banhados, jacarés, ovelhas, cavalos e ricas conversas num recanto que conserva a ancestralidade quase intacta. Tavares, parada obrigatória em Bojuru, vila do Estreito, São josé do Norte, travessia de balsa até Rio Grande, estrada e ponte para chegar em Pelotas e mais estrada até a exuberante São Lourenço. E dessa vez nem passamos em Tapes, Arambaré e Barra do Ribeiro. Enxergamos o Mar de Dentro a partir das duas costas, oriental e ocidental. De um lado não se vê o outro. São distintos mundos separados pela imensidão da Lagoa dos Patos.
Bruno Brum Paiva
Tavares/RS
Bojuru/RS
São José do Norte/RS
Rio Grande/RS
Pelotas/RS
São Lourenço/RS
Marcadores:
Costa Doce,
Mar de Dentro. Lagoa dos Patos.
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