terça-feira, 22 de março de 2011

Praia da Ronda, Tavares/RS









 Um pouco da beleza da Lagoa dos Patos. Ronda, o nascer de uma praia ao entardecer.

                           Bruno Brum Paiva

Cap. 2 - Farol de Mostardas, emTavares

   Desde 1940 auxiliando cargueiros e pescadores.

segunda-feira, 21 de março de 2011

Férias 2011 - Capítulo Tavares


            A narrativa começa à beira da Lagoa dos Patos.

quinta-feira, 17 de março de 2011

Ode

     O mergulho no mar, bem como no rio de la Plata, continua ausente. Porém, a alma uruguaia abarcou-nos nessa viagem de conhecimento e prazer.
      Conheçam o Uruguai.

          Bruno Brum Paiva

segunda-feira, 14 de março de 2011

Xucreza

  Às vezes cometemos exageros em viagens, outras vezes fazemos proezas ou humildemente pagamos mico. Hoje fizemos algo natural na passagem por Punta del Este: tomamos um mate mirando la Playa Brava minutos depois da desistência de qualquer consumo na outra ponta, a  chamada Playa Mansa. Olhar, pensar e matear - três coisas ainda incontroláveis no preço.
  O Projeto Murga começou na travessia da fronteira, alimentou-se em Punta del Diablo, foi regado em La Paloma, adubado em Punta Ballena, carpido em Piriápolis e talvez seja colhido em Montevideo ou Colônia.
   O alimento da estrada é insaciável.

Bruno Brum Paiva

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Betânia


Não lembro exatamente quando conheci Betânia e muito menos em que fase da vida passei a usar seus serviços. Mas a paixão foi à primeira vista, mesmo desconhecendo ainda na mais tenra idade quaisquer desses conceitos inventados ou culturalmente estabelecidos. De tudo, até hoje, o que mais me excita em Betânia é o seu cheiro. Quando mergulho em seu interior e transito livremente pelas entrâncias sinto-me novamente criança. Subo, desço, vou para trás, para frente, inquieto, sem saber direito em que ângulo nos encaixamos melhor ou simplesmente deixamos o tempo passar sem compromisso. Ela, cumprindo seus programa de vinte e cinco minutos; eu, degustando cada segundo de uma trajetória que ela traça de olhos fechados. Quanto amor, quanto balanço, quanto tempo de popas e proas num navegar infinito. Quando nasci, Betânia contava com dezesseis anos de estrada e muita água em sua vida. Agora, que já não sou mais guri, é Betânia uma senhora com arranhões, amassos e ranhuras bem lapidados pelo tempo que indubitavelmente a encaminham à aposentadoria. Temo não mais encontrá-la recostada à mesma estação hidroviária em que minha mãe, pesada, mirou aquelas letras vermelhas escritas em forma de arco: Betânia. Foi nessa lancha em que viajei dando reviravoltas na barriga para ser expelido ao mundo na cidade do outro lado do grande rio, Rio Grande.

Até hoje o cheiro mesclado de água salgada e motor em movimento é o melhor de minha relação com Betânia.

Bruno Brum Paiva

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011